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Professor “justiceiro” é preso 19 anos após matar 2 ladrões de casas no DF

Assassinos à solta ou mesmo presos por outros crimes que há décadas tiraram a vida de suas vítimas foram alvo de operação desencadeada pela Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP) da Polícia Civil (PCDF). Ao longo de um mês, as equipes da especializada cumpriram 32 mandados de prisões preventivas ou condenatórias. Em um dos casos, o delito estava prestes a prescrever.

A Operação Animus Necandi – intenção ou vontade de matar, em latim –, intensificou as apurações de homicídios em que os autores estavam em local desconhecido das autoridades. Um dos mais rumorosos da capital da República, ocorrido em 2002, em Ceilândia, teve um desfecho quase 20 anos depois. Um professor da rede pública de ensino de Goiás promoveu uma caçada a três ladrões que assaltaram sua casa. Dois dos suspeitos foram mortos com disparos na cabeça. O terceiro alvo sobreviveu ao ataque.

Após os assassinatos, o educador foi julgado e condenado a 16 anos de prisão, mas não havia sido encontrado pelas autoridades. Os dois homicídios, além da tentativa, prescreveriam em março de 2022. No entanto, a CHPP localizou e prendeu o homem. “Essa ação tinha como principal objetivo extinguir qualquer sensação de impunidade ou falta de justiça. São crimes graves que precisavam de uma resposta do Estado, e isso foi feito”, destacou o coordenador da especializada, delegado Laércio Rossetto.

 

Garçom assassino

Outro crime que chocou o DF, em 2006, também teve desfecho recentemente. Um garçom que trabalhava em um restaurante na área central de Brasília se desentendeu com um cliente do estabelecimento. A vítima foi esfaqueada e morta ainda no local, e o suspeito fugiu, em 2008, para Manaus, no Amazonas.