Embora parte da quadrilha liderada por policiais afastados esteja presa, vídeos de inúmeras punições não param de chegar à polícia civil de Luziânia.

Embora esteja preso, à disposição da justiça comum, desta vez o policial apontado como líder do grupo aparece fazendo as cobranças acompanhado de um comparsa agredindo a vítima com pedaço de pau e uma pistola que é colocada na cabeça do rapaz.
Durante as agressões, a vítima apanha com um pedaço de pau enquanto o líder do grupo bate, e conversa tranquilamente com a vítima que assume o erro.
“ Você acha que meu dinheiro vem como, seu Adriano, você pegou dinheiro e está me enrolando para pagar, “ disse Agressor como mostra no vídeo.
Em nota a Polícia Militar do Estado de Goiás informou que assim que as primeiras denúncias chegaram até a corporação, o policial foi advertido e afastado das funções, a própria polícia militar, ao tomar conhecimento do fato repassou as denúncia para Polícia Civil, pois ficou confirmado que todas as cobranças feitas pelo policial eram realizadas fora do seu momento de trabalho como militar. Fato é que em nenhum dos vídeos ele aparece fardado.
Prisão
Segundo as apurações, o grupo operava de forma estruturada, emprestando dinheiro a juros considerados abusivos e cobrando as dívidas com ameaças, agressões, tortura e exposição das vítimas a humilhações filmadas. A investigação aponta, ainda, que a advogada Tatiane Meireles, esposa de Póvoa, participava do núcleo, oferecendo suporte jurídico para dar aparência de legalidade às cobranças e, possivelmente, blindar o esquema.
A Polícia Civil afirma que, em apenas dois anos, o esquema teria movimentado mais de R$7 milhões, valor que foi bloqueado pela Justiça a pedido dos investigadores, com o objetivo de garantir eventual reparação às vítimas e enfraquecer a estrutura financeira do grupo. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidas armas e aproximadamente R$10 mil em dinheiro em espécie.


