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Ex que agrediu Silvye pede adiamento de audiência: “angústia todos os dias”

Segundo a jornalista, Ricardo Hilgenstieler solicitou o adiamento da audiência do processo judicial referente ao crime de ameaça.

A jornalista e apresentadora Silvye Alves usou as redes sociais para desabafar sobre o pedido feito pelo ex-namorado, Ricardo Hilgenstieler, para o adiamento da audiência do processo judicial referente ao crime de ameaça. Ela diz que vive uma “angústia todos os dias” após ter sido agredida pelo empresário em junho de 2021, e espera que a Justiça tenha um olhar severo e não permita o adiamento.

Ao Mais Goiás, a apresentadora da TV Record contou que a audiência está marcada para o dia 20 de maio. O ex dela, no entanto, ingressou com pedido para adiar a sessão. Segundo Silvye, Ricardo tenta enganar a Justiça ao afirmar que não pode comparecer, pois precisa participar de uma feira de móveis.

De acordo com a jornalista, a solicitação é um tipo de manobra, já que o ex pode participar da audiência virtualmente, o que facilitaria a presença dele independente do lugar que esteja.

“Só Deus sabe a angústia que vivo todos os dias. É repugnante ver homens tentando se safar dos crimes que cometem. Que Deus proteja as mulheres! Eu confio na justiça e espero que tenham, de fato, um olhar severo e não permita o adiamento”, escreveu em uma publicação.

Silvye Alves relata traumas após agressão

Ao Portal, Silvye contou que as agressões físicas ocorridas no dia 20 de junho de 2021 causaram traumas com os quais convive até hoje. “Desenvolvi uma síndrome do pânico, ao ponto de abandonar o jornal ao vivo. Já me afastei várias vezes”, disse.

Segundo a jornalista, o filho dela, de 11 anos, que presenciou a violência também faz tratamento psicológico. “Hoje, se eu falo alto dentro de casa, ele sai correndo do quarto assustado. Acredito que seja pelos gritos que ouviu no dia [do crime]”.

Além de traumas psicológicos, Silvye também revelou prejuízos financeiros em razão da violência doméstica. Segundo ela, o soco dado pelo ex atingiu a gengiva e os dentes dela, chegando a perfurar artéria nasal e partir o chamado nervo sensitivo ao meio.

“Hoje tenho uma cicatriz para o resto da vida, preciso tratar todos os meses com injeções no local, pois ela volta a ficar hipertrófica. Não tenho mais sensibilidade na parte de cima da boca, não tenho mais salivação na parte de cima e tenho que usar saliva artificial”, contou.

Ela ressaltou que sente ‘muita dor’ sempre que precisa noticiar casos de mulheres agredidas ou mortas por companheiros. “Até hoje somente meus amigos sabem os tremores que tenho quando estou apresentando e preciso tratar desses assuntos ao vivo… mas confio em Deus e sei que ele é justo! Confio na justiça e espero que ela tenha o olhar severo sobre meu caso e de tantas outras que desejam ver a lei sendo cumprida.

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