Bem-vindo – 22/06/2024 12:31
Previous slide
Next slide

Nova cepa de dengue pode ser mais agressiva, diz coordenador da saúde de Goiás

Genótipo descoberto está ligado ao tipo 2 da dengue, que já era considerado um dos mais agressivos.

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) detectaram, pela primeira vez, o genótipo do sorotipo 2 do vírus da dengue no Brasil. O genótipo foi identificado em Aparecida de Goiânia e pode ser considerado mais agressivo que outros tipos da doença, segundo o coordenador da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), Murilo do Carmo.

O coordenador explica que, historicamente, existem quatro tipos de dengue conhecidos, sendo o tipo 2 o que mais causa casos graves, em que as pessoas procuram mais por assistência médica. O novo genótipo descoberto está relacionado ao tipo 2 da dengue. Portanto, existe uma chance de aumento de casos grave por infecção desta nova cepa, por se tratar de uma linhagem parecida do tipo do vírus mais agressivo.

Murilo também enfatiza que é certo que casos de reinfecção, ou seja, pacientes infectados pela dengue mais de uma de vez (independe do tipo), também já costumam apresentar quadros clínicos mais graves.

Entretanto, a forma de tratamento e de combate ao mosquito Aedes aegypti seguem as mesmas. “Com relação ao tratamento, também nao muda! Se o caso for mais grave, o tratamento só é mais intensivo. O combate ao mosquito também segue o mesmo, só precisa ser intensificado”, explica.

De acordo com a Fiocruz, para os pesquisadores, a chegada dessa cepa ao Brasil preocupa, porque existe a possibilidade de ela se disseminar de forma mais eficiente do que a linhagem asiático-americana, também conhecida como genótipo 3 do sorotipo 2, que atualmente circula no país.

No entanto, a nova cepa da dengue, de acordo com a equipe, não é a responsável pelo surto de dengue em Goiás. Ao que tudo indica, ela foi identificada rapidamente, o que pode ajudar no controle.

Para conter a disseminação da doença, bastar eliminar depósitos de água parada, que podem se tornar criadouros do mosquito transmissor. Pesquisadores também chamam atenção para a importância de intensificar a vigilância genômica do agravo para mapear a possível circulação da linhagem cosmopolita e compreender melhor as rotas de introdução do vírus no país.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *