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O jornalista e escritor Jaime Sautchuk, morreu aos 67 anos

Morreu nesta quarta-feira (14/7), em Brasília, o jornalista e escritor Jaime Sautchuk, aos 67 anos. Com a saúde debilitada, ele enfrentava uma lesão no coração, problemas renais e fazia hemodiálise diária há cerca de um ano. Internado há uma semana no Hospital Brasília, ele sofreu uma parada cardíaca. O jornalista deixa três filhos.

Natural de Joaçaba (SC), ao longo dos anos ele adotou Goiás, estado em que residiu até a morte. Sautchuk trabalhou na BBC de Londres, nos jornais alternativos Opinião e Movimento, em O GloboEstadão, Folha de São PauloVeja e Diário da Manhã. Como escritor, suas principais obras foram livros de ficção Mitaí e Antologia profética e uma biografia do escritor goiano Bernardo Élis.

O secretário de cultura do Distrito Federal, Bartolomeu Rodrigues lamentou a morte. “Jaime foi uma mão amiga que me levou ao jornalismo. Trabalhamos juntos e lutamos juntos pela democracia e pela imprensa livre. É um ícone de sua geração”, disse. 

Com mais de uma dezena de livros publicados, o escritor sempre gostou de produzir obras com temas de interesse nacional, como a ocupação da Amazônia. Sautchuk foi um dos primeiros jornalistas brasileiros a contar a história da Guerrilha do Araguaia.

Em Brasília, foi pioneiro no movimento pela preservação do Cerrado. Inclusive, Sautchuk morava em uma reserva ambiental, nomeada Linda Serra dos Topázios, localizada em Cristalina.

Na cena audiovisual, o jornalista criou o Festival de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA), na Cidade de Goiás. Mais recentemente, Jaime editava a revista Xapuri Socioambiental e fazia textos para portais na internet.