Bem-vindo – 24/07/2024 06:29
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Shopping inaugurar novo centro cultural no DF

Depois de fechar a Galeria Casa por causa da pandemia, o CasaPark se prepara para abrir um novo espaço de arte e lança uma coleção de múltiplos criados por artistas do Distrito Federal. A intenção é dar destaque para a produção local com obras que serão distribuídas para arquitetos e clientes do shopping, mas que também passarão a integrar a coleção do próprio centro comercial.

O Centro Cultural será inaugurado em outubro, junto com a Livraria Travessa, que ocupará parte do espaço da Livraria Cultura, que encerrou as atividades no DF em 2020. “Devido à pandemia, tivemos que fechar a galeria. A gente convidava uma galeria por mês para ficar lá o mês inteiro, sem custo. Como tivemos que fechar, pensamos que tínhamos que dar continuidade”, explica Ivana Valença, diretora de marketing do CasaPark. O local terá auditório e galeria para receber eventos e exposições. 

Para a criação dos múltiplos, o shopping convidou apenas artistas de Brasília. Carlos Silva ficou responsável pela curadoria e selecionou cinco nomes. Cada um vai produzir uma obra em formato A4, com tiragem de 80 exemplares, todas numeradas e assinadas. Silva conta que tomou como diretriz o próprio plano de marketing do CasaPark para selecionar os artistas e se ancorou em três eixos para fazer as escolhas. “Esse plano tem algumas linhas de força e muitas das conexões internas entre os conceitos que tinham elencado indicavam para mim referências à paisagem, então a primeira coisa foi pesquisar aristas e Brasília que tinham relação direta com paisagem”, conta. O segundo eixo foi encontrar artistas que fossem referências de atuação tanto no circuito de linguagem quanto no mercado. O terceiro foi pensar um grupo que pudesse ser heterogêneo, o que levou a representantes de diferentes gerações. 

Adriana Vignoli, Helena Lopes, Lino Valente, Matias Mesquita e Zuleika de Souza foram os artistas escolhidos pelo curador para produzirem os múltiplos. As ideais de paisagem, de lugar, de mobilidade e de acolhimento guiaram Carlos Silva na seleção, que também carrega uma ideia de mapeamento da arte brasiliense e de formação de um acervo para o próprio shopping.