Bem-vindo – 20/04/2024 20:07
Previous slide
Next slide

Prédio que desaba na Asa Norte é de ex-deputado

O prédio que desabou parcialmente na Asa Norte, um dos principais bairro de Brasília, é da família do ex-deputado distrital Raad Massouh (ex-DEM). No fim da tarde desta sexta-feira (6/8), o empresário divulgou um vídeo explicando que o local passava por reformas para conter infiltrações encontradas na parte superior da estrutura localizada na 713 Norte.

De acordo com o ex-parlamentar, durante os últimos três anos, desde que assumiu completamente a administração do imóvel, conseguiu retirar todos os inquilinos que moravam na parte superior (onde ocorreu o incidente) para que o local passasse por melhorias.

“Então eu queria dizer a vocês o seguinte: eu assumi aquele prédio, é meu. Tirei todos os inquilinos da parte de cima, que estava realmente numa situação muito ruim no decorrer desses 50 anos, muita infiltração. Foi muito difícil, mas eu consegui, durante três anos, retirar todos os inquilinos que ali moravam. Graças a Deus, não tinha nenhum morador lá em cima”.

Segundo Raad Massouh, não houve registros de abalo no subsolo e na estrutura do prédio após análise dos engenheiros responsáveis pela obra. “Passei por um livramento, não por um castigo. Um prédio daquele desabar como ocorreu e não ter machucado ninguém, eu acho que tenho que agradecer a Deus”.

O ex-deputado garantiu que as intervenções no local estavam dentro do que prevê a legislação local e acompanhadas por especialistas em construção civil.

“Quando noticiou o desabamento, eu gostaria de informar que não desabou o prédio, desabou o telhado dos apartamentos onde estava se sucedendo a reforma, diga-se de passagem com engenheiro, com técnico, tudo dentro da legalidade, sem nada errado, graças a Deus. Foi somente o telhado dos apartamentos onde estava havendo uma reforma exatamente pra corrigir esses problemas de infiltração. Os engenheiros estavam hoje pela manhã, fizeram a sondagem para saber como estavam as vigas”, finalizou.

A edificação tem dois pavimentos, e o primeiro andar ficou destruído. De acordo com os bombeiros, três operários tocavam uma obra no local. Um deles teve um corte no pé, mas os socorristas fizeram um curativo e não foi necessário transporte do paciente ao hospital.

Parte do prédio desabou, nesta sexta-feira, quando três lojas estavam abertas na parte de baixo do prédio, mas nenhum funcionário ou cliente se machucou.

A Defesa Civil foi ao local para avaliar se houve comprometimento do prédio. Por meio de nota, a Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) disse que o prédio é antigo e não possuía qualquer ocorrência anterior a esta. “Reformas consideradas de pequeno porte não precisam de alvará e são de responsabilidade do técnico e dos proprietários. Não há em nosso sistema registro de pedido de vistoria ou denúncia quanto a obra”, disse a pasta, que enviou uma equipe técnica ao endereço para avaliar “o que pode ser feito por parte do DF Legal”.

Segundo pedreiros que trabalhavam na obra, foi ouvido um estalo em um dos pilares antes que o local viesse abaixo. Jerlanio da Silva, 41, foi o que percebeu a possibilidade do apartamento ruir. “Eu vi que teve um deslocamento de uns 5 centímetros do pilar. Chamei os outros dois e disse que nossa vida era mais importante e mandei todo mundo descer”, conta.

Ele diz ainda que os outros dois colegas pararam para lavar os pés e recolher algumas coisas e considera uma benção nada ter acontecido de mais grave. “Se demorasse mais 20 segundos, eu não sei o que poderia acontecer. Posso dizer que nasci de novo”, comenta.

Outro pedreiro que estava na obra era Arnaldo da Silva, 62. Ele explica que as paredes do local estavam sendo derrubadas para ficar um espaço amplo na parte central. “Era seguro, nós estávamos confiando naquilo que falaram com a gente, mas meu genro ouviu o barulho e a gente saiu logo”, afirma.

Ele conta que a situação foi inesperada. “Foi grande o susto, meu coração foi a mil quando ouvi tudo caindo. Saí lá de trás tremendo”.