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Governador Ronaldo Caiado abre diálogo sobre pagamento de data-base aos servidores

Chefe do Executivo revela, em entrevista à Rádio CBN Goiânia, que secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, convida presidentes dos sindicatos para definir o que é possível e como pode ser feito um acordo “dentro da realidade do Estado”

Fotos: Cristiano Borges

O governador Ronaldo Caiado disse, nesta segunda-feira (14/02), em entrevista ao programa Papo Político, da Rádio CBN Goiânia, que após a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), confirmada no final do ano passado, o momento atual oferece condições para o governo e os sindicatos de servidores públicos estaduais debaterem o pagamento da data-base. “Meu secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, já convidou os presidentes dos sindicatos para conversar, mostrar a eles o mapeamento e dizer o que é possível, e como poderemos chegar a esse acordo”, revelou o governador.

Segundo ele, tudo será feito observando a realidade financeira e de forma totalmente transparente. “Baseado no diálogo e dentro da realidade. E não como era feito anteriormente, quando faziam promessas de progressões que depois levaram o Estado de Goiás à situação de não pagar os salários”, observou.

Caiado argumentou que não se tem data-base em Goiás desde 2016 e que a assinatura do teto de gastos foi feita por governos passados. “O que se via era exatamente reajustes para algumas categorias. Não se tem data-base desde 2016. Temos que sentar e discutir, para dizer quais os parâmetros, o que nós conseguimos atender e as necessidades das categorias”, disse.

Fotos: Cristiano Borges

O governador salientou, no entanto, que não se pode falar em pagamento de data-base se este cenário não estiver dentro da realidade do governo de Goiás, para que não se quebre o equilíbrio fiscal alcançado pela atual gestão. “Goiás dava calote nos Poderes, em relação aos repasses do duodécimo; dava calote nos prefeitos, pois ficaram 17 meses sem pagar o repasse obrigatório, a contrapartida da Saúde; sete meses sem pagar o transporte e a merenda escolar; ficaram sem pagar salário, deram calote nos servidores e no empréstimo consignado”, explicou o governador.

Durante a entrevista, Caiado respondeu a questionamentos de ouvintes e dos entrevistadores Luiz Geraldo e Fabiana Pulcineli sobre ações do governo e destacou ações como o Projeto de Lei que permite o parcelamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em até dez vezes, enviado à Assembleia Legislativa. “O objetivo é estarmos conectados com a realidade da população do Estado”, enfatizou.

Fotos: Cristiano Borges

Foco nas pessoas

O governador também falou sobre os programas de distribuição de renda, como o Água Social, que garante subsídio de até 80% na fatura de água para mais de 120 mil famílias em situação de vulnerabilidade. Caiado detalhou também os benefícios do Mães de Goiás, que destina R$ 250 mensais a mulheres com filhos de até seis anos de idade para melhorar a alimentação e para a compra de medicamentos, além do Bolsa Estudo, criado para garantir a permanência dos estudantes do Ensino Médio nas escolas e reduzir a evasão escolar. Cada um dos 218 mil jovens recebe mensalmente o valor de R$ 100.

RRF

A adesão de Goiás ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) para o refinanciamento de débitos com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), do Ministério da Economia, foi assinada em dezembro do ano passado, pelo governador Ronaldo Caiado e o presidente da República, Jair Bolsonaro.

A adesão só foi possível graças ao cumprimento do Plano de Recuperação Fiscal (PRF), elaborado pelo Estado de Goiás e que engloba quatro aspectos avaliados detalhadamente pela STN, sendo o reequilíbrio das contas estaduais durante a vigência do PRF; cumprimento dos prazos para a elaboração do PRF; adequação do PRF ao disposto na Lei Complementar nº 159, de 2017 e no decreto específico, bem como o risco de não implementação das medidas de ajuste propostas pelo Estado.

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